A oportunidade nos Anos Finais do Ensino Fundamental 

A promulgação da Constituição Federal de 1988 foi imprescindível para o forte movimento de expansão e universalização da educação que o Brasil experimentou nas últimas décadas. Entretanto, esta universalização não se traduziu em qualidade do ensino, já que os indicadores de desempenho educacional brasileiro não têm melhorado na mesma proporção que os indicadores de acesso. Os resultados do IDEB obtidos entre 2005 e 2019 não são muito animadores: enquanto batemos todas as metas nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, os Anos Finais têm ficado para trás, ao lado do Ensino Médio que avançou recentemente depois de anos de estagnação. Quando comparados diretamente aos próprios países da OCDE através do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), exame internacional que avalia o desempenho acadêmico em leitura, matemática e ciências de jovens de 15 anos em cerca de 70 países, também não estamos bem. Esses resultados são apenas a ponta do iceberg e nos alertam para um problema educacional grave que começa nos Anos Finais do Ensino Fundamental e se estende até o fim do Ensino Médio brasileiro. É sobre esse tema o 12º documento da série Políticas Educacionais em Ação.