Este estudo, assinado por Tassia Cruz, Ariana Britto e Eduardo Sá, procurou avaliar como uma intervenção – oficinas de modos de pensar de crescimento para professores do 5º ano do ensino fundamental – impacta o mindset dos professores e como essas mudanças afetam suas práticas pedagógicas em sala de aula e, consequentemente, os resultados dos alunos. Foram avaliados o impacto de questões relacionadas aos modos de pensar dos professores que são específicas ao contexto de estudantes em situação de vulnerabilidade social e exposição à violência. Para este propósito, foi conduzido um experimento aleatorizado em escolas públicas da rede municipal do Rio de Janeiro no início do ano escolar de 2019. Foram selecionadas aleatoriamente metade das 178 escolas inscritas em um grupo de tratamento e a outra metade em um grupo de controle. Os resultados mostram que a intervenção teve um impacto positivo nos modos de pensar de professores (0,311 desvios-padrão) que atuam com estudantes em contextos sociais vulneráveis. Mais, essas mudanças nos modos de pensar impactaram as práticas pedagógicas em sala de aula e, por consequência se refletiram nos resultados de seus alunos medido pelo SAEB e Ideb em 2019 (entre 0,641-0,768 desvios-padrão). O estudo contribui para a literatura de modos de pensar ao investigar toda a cadeia causal que liga a mudança de mentalidade do professor a reduções nas desigualdades de desempenho acadêmico dentro da sala de aula.